Admitir o vício é o primeiro passo?
Bom, acabei me rendendo ao iphone e seu “maravilhoso mundo do 3g” e o pacote todo. Mas ele me pegou mesmo, lá no fundo, por dois aplicativos: Instagram e Camera+ . Sim meus amigos, estou absolutamente viciado em fotografar com esse aparelho de telefonia móvel. E o melhor, é um vicio que tem me feito bem, nas horas vagas e nas não-vagas, tenho refrescado minha mente da fotografia com fotografia… engraçado isso né?
Fotografar e postar no Instagram tem se apresentado um ótimo aprendizado inclusive pois, é tão “simples” que em dois ou três dedadas nas tela já esta lá postada nossa arte móvel. Ontem mesmo acho fiz uma nova tag #fotografiadetransito sim, fotografar enquanto estamos engarrafados no trânsito doido de São Paulo. Nós, fotógrafos, viciados em imagem, muitas vezes temos a preguiça de carregar nossos equipamentos e mais, temos preguiça de parar e fotografar o cotidiano (acontecia muito comigo) e a facilidade desses dois apps – ao menos parar mim – trouxe um novo frescor para a fotografia. Tenho me divertido muito fotografando com o iphone e dá pra fazer coisas incríveis com essa câmera. E é um ótimo exercício de composição também! E quando tenho meu equipamento de novo na minha mão, já estou com saudades de todas as outras possibilidades que o iphone não me deu rs…
Isso tudo nem de longe, quer dizer que a fotografia tinha perdido o frescor para mim, pois nunca perdeu e nunca vai perder! Oras, nunca perder a vontade de fotografar é um dos privilégios de quem faz o que realmente nasceu para fazer, do que se realmente ama fazer! Mas não posso negar que essa minha nova mania não me fez bem e não me fez pensar em algumas coisas.
Sério mesmo, essa brincadeira ta indo mais longe, e convenhamos brincar é ótimo(!), esta exercitando muitas pessoas – esta exercitando a mim – mas principalmente traz consigo aquela coisa de que vai muito além da câmera, volta a nos mostrar o quanto o criador de imagens (ou fotógrafo) pode se inserir nesse contexto todo! Enquanto escrevo esse texto, me fez lembrar muitas coisas do Mestrado, e me abriu a cabeça para outras idéias – tá já chega Rafael, antes que isso vire uma nova dissertação – várias novas coisas para se discutir sobre o equipamento, a fotografia e o processo de criação.
Enfim, ta aí um vício que vou alimentar mais um pouco e deixar rolar!
Não quero ainda me desprender dele!

